O ALTO PREÇO DAS TATUAGENS
Maria de Fátima Seehagen*

“O corpo sadio e não oprimido, devido ao seu estado normal, harmonizará sempre com o espírito de modo absolutamente natural, proporcionando-lhe assim uma base firme na matéria, na qual o espírito não se encontra sem finalidade, e dando-lhe outrossim o melhor auxílio para cumprir de modo integral esta sua finalidade de autodesenvolvimento e concomitante beneficiamento da Criação”.

(NA LUZ DA VERDADE, de Abdruschin, dissertação Aprendizado do Ocultismo, Alimentação de Carne ou Alimentação Vegetal.)*

Na massificação dos comportamentos vemos mais um modismo se expandir, sem que prestemos a isto maior atenção: a tatuagem. Milenar, mas introduzida no mundo ocidental apenas depois que os europeus tomaram contato com os povos do Pacífico, já esteve associada a classes econômicas mais carentes, no entanto, nos últimos 20 anos, vem alcançando grande aumento de popularidade.

Apesar de já muito banalizada, ainda muitos jovens a encaram como uma forma moderna de demonstrar rebeldia. Apesar dos diversos estudos, não existe um perfil definido ou uma justificativa comum para o uso das tatuagens. “Antropólogos e sociólogos estão unidos na hipótese de que no princípio o homem não começou com tatuagens, mas com algum ferimento de caça ou mesmo de guerra, que fez gerar nesse homem um sentimento de orgulho e até mesmo uma certa forma de status e diferenciação de força no seu grupo. A partir desses ferimentos involuntários e da sensação que eles causavam, o homem começou a se escarificar de forma voluntária, fazendo ele mesmo os ferimentos no corpo que, com o passar do tempo, foi dando espaço para a criação de desenhos e o uso de tintas vegetais e espinhos para introduzir esta tinta na pele. Depois deste inicio, as diferentes etnias começaram a se tatuar por motivos religiosos, em rituais de diversas espécies e fins”.
(fonte:Colégio Concórdia http://www.colegioconcordia.com.br/tatoo/H3.htm )

A tatuagem, que surgiu de forma ritualística, hoje faz parte de uma série infindável de agressões ao próprio corpo, como queimar, lipoaspirar, amputar, etc., todas em nome da moda.

Modismo ou não, em nome da arte ou não, a tatuagem também tem o seu preço, e ele é alto. Tanto no caso das famosas “tatoos”, como no caso das maquiagens definitivas, dermatologistas e médicos em geral são unânimes em afirmar que “a pessoa se expõe a riscos de contaminação por bactérias que causam infecções como impetigo ou por vírus que causam doenças como a hepatite, a Aids, a sífilis e muitas outras.”

Não bastassem todos estes riscos, somados à dor da aplicação da tatuagem, ainda existe o risco da rejeição dos pigmentos pelo próprio organismo, ou da pessoa arrepender-se depois. Em ambos os casos, uma cicatriz só reversível por procedimentos cirúrgicos, longos e caros, que na maioria das vezes não produzem o resultado esperado.

Apesar do apelo estético, antes de partirmos para uma atitude tão definitiva, seria interessante repensarmos algumas palavras da sempre atual poesia de Chico Buarque:

“...- Marcada a frio, a ferro e fogo
Em carne viva...

... - Que você pega, esfrega, nega
Mas não lava...

... - Quero pesar feito cruz nas tuas costas...”

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