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Os
jovens e a decisão sobre o fumar
Por
Angela Mynarski Plass*
Ser
jovem é, objetivamente, conviver com mudanças drásticas
no peso e altura, surgimento de pelos e caracteres sexuais. Subjetivamente
inclui um jeito infantil de ser que aos poucos é substituído
por uma nova imagem do corpo, em especial de uma nova identidade que acompanha
este corpo, incluindo sentimentos sobre a sexualidade que podem oscilar
entre excitação, ansiedade, vergonha ou culpa.
A identidade do jovem é construída aos poucos, ao longo
de alguns anos e muitas são as dúvidas, os desapontamentos
reais ou imaginados, tristezas ou ansiedades experimentadas. Os pais,
pessoas importantes da comunidade, pessoas de diversas áreas que
se sobressaem nacional ou internacionalmente e adquirem importância
social, os ídolos da época, também contribuem para
a aquisição da nova identidade.
A identidade nova não acontece sem que ocorram certos períodos
de fragilidade emocional. Sendo assim, os amigos podem influenciar os
adolescentes a fumarem?
Os jovens reúnem-se em grupos nesta fase, especialmente devido
às fragilidades naturais do desenvolvimento que compartilham. Este
grupo tem o intuito de manter a idéia de que a união
faz a força, especialmente para lidarem de forma conjunta
com questões de ordem sexual, que costumam mobilizar uma série
de sentimentos.
É muito provável que um adolescente que fuma, dependendo
de suas características pessoais, por exemplo, a liderança,
possa influenciar os amigos a fazerem o mesmo. Como os pais podem exercer
influência sobre o jovem no que diz respeito ao cigarro?
Genericamente falando, os pais podem influenciar positivamente não
fumando, pois o exemplo segue sendo a melhor forma de ensinar. A influência
também pode ser negativa quando o cigarro faz parte do dia a dia
familiar.
O
artigo original retirado de
ttp://www.terra.com.br/cgi-bin/index_frame/brasil/2000/08/09/168.htm
Angela
Mynarski Plass é psicóloga e doutora em saúde mental
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