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O Sol e o Sistema Solar
Fernando Ribeiro
Somos
bombardeados diariamente com informações assustadoras, especialmente sobre
crescentes fenômenos astronômicos e ambientais. Terremotos, maremotos,
furacões, tornados, chuvas com enormes granizos, inundações, deslizamentos,
aumento da atividade solar, sem mencionar as notícias aterradoras de guerras
e de doenças devastadoras que podem nos assolar através de atos terroristas.
Seriam prelúdios de acontecimentos anunciados há milênios por antigos
profetas? Essa questão sempre dá origem há inúmeras controvérsias.
Associações e grupos oportunistas aparecem a todo instantes, convencidos
e a todos tentando convencer de que tudo o que está acontecendo é apenas
uma confirmação de suas crenças. Crenças cegas. Quer se trate da chegada
iminente de discos voadores ou da libertação e salvação gratuitas, rumo
ao Éden da Nova Era. Seus mentores não tem o menor escrúpulo em alterar
os dados disponíveis e ajustá-los para um perfeito encaixe nas suas previsões.
É um prato cheio para os que acreditam em tudo comodamente.
De outro lado estão os cientistas que professam o ateísmo, ou se colocam
temporariamente como ateus enquanto não aparecer uma prova palpável da
existência do Criador, o que obviamente nunca poderá ocorrer. A palavra
“impossível” é a preferida por laureados cientistas para afastarem qualquer
previsão que seja contrária às suas teorias incompletas. Não é incomum
ouvirmos essa palavra proferida sem nenhuma humildade e carregada da mais
alta presunção. Nota-se aí como seu responsável cai no ridículo logo que
a verdade vem à tona, a qual lança por terra a até então propalada sabedoria.
Inúmeros exemplos, históricos inclusive, não faltam. Não podemos nos esquecer
da presunçosa afirmação de outrora de que seria impossível a Terra girar
em torno do Sol, ou mesmo que era impossível haver vida dentro de uma
gotícula de água. Na verdade, nada mudou nos dias de hoje.
Em 1989 cientistas, sócios desse clube do “impossível”, declararam solenemente
que as experiências que demonstravam existir fusão nuclear, sem a produção
do lixo atômico, era uma enorme fraude. A prova oferecida era a não coincidência
desses importantes achados com cálculos matemáticos advindos de seus limitados
conhecimentos. Estamos presenciando mais uma vez vários expoentes da comunidade
científica serem expostos ao ridículo, devido ao reconhecimento público
da legitimidade incontestável dos resultados daquelas experiências. O
“impossível” caiu mais uma vez, e uma busca da viabilização industrial
nessa nova fronteira já pode ser iniciada. O legado da controvérsia inútil
foi a perda de quatorze anos para o início da viabilização da energia
nuclear limpa.
O nosso Sol se comporta como um reator de fusão nuclear, parecendo mesmo
a uma bomba de hidrogênio muito bem regulada*, que não explode nem implode.
Entretanto, tornou-se já evidente que o astro está se modificando com
uma velocidade assustadora. Porém, a afirmativa simples e categórica de
que ele chegou ao fim de seu período útil, contradiz os dogmas da ciência
atual. A concepção científica atual assevera que serão necessários cinco
bilhões de anos para que o Sol se altere. Assim, mesmo seu fim sendo coisa
certa, seria insano alguém se preocupar com isso agora. Se algo ocorrer,
será num futuro tão longínquo que não haverá nenhuma alma para conferir.
O Sol nasceu há bilhões de anos e sua morte ocorrerá através de uma seqüência
bem conhecida dos cientistas: no estágio final ele passará por um crescimento
rápido e sem precedentes, podendo chegar a cem vezes o volume atual, seguido
de um drástico encolhimento quando se apagar. Contrações e expansões levariam
bilhões de anos antes da contração final, de onde restará uma estrela
morta, a chamada anã branca.
Entretanto, novas descobertas revolvem esse velho assunto. Cada vez mais
se percebe intuitivamente que algo muito grave está prestes a acontecer.
Todavia, qualquer argumentação nesse sentido continua recebendo de volta
o coro uníssono de “impossível”! O ciclo das manchas solares já não segue
mais um padrão razoavelmente previsível como até algumas décadas, fato
esse reconhecido hoje até por eminentes cientistas.
O físico e especialista em Sol, Dr. David Hataway, verifica diariamente
o disco solar desde 1988. Foi com surpresa que ele notou, em novembro
passado, que o Sol ficou por dois dias inteiramente livre de manchas.
Isso também era “impossível” ocorrer nesta época. Esse sinal de falta
de manchas costumava aparecer em intervalos mais ou menos regulares, anos
à frente, anunciando o fim de um ciclo completo de aproximadamente 11
anos. Dr. Hataway revisou seus cálculos e agora espera o ciclo de 11 anos
encurtar para 6 anos apenas! O seu ponto máximo, com o rotineiro aumento
das explosões chamadas CMEs (Coronal Mass Ejection), que cada vez batem
novos recordes, deverá vir anos mais cedo.
Essas explosões gigantescas causam apagões também gigantescos, além de
provocar falhas nas comunicações e em vôos de aeronaves. Furacões e tornados
se formam pelo desequilíbrio da temperatura oceânica, devido à irregularidade
das irradiações solares. O aumento dos terremotos está provavelmente associados
a isso****. Reflexos no comportamento humano estão sendo considerados
agora, podendo incluir aumento da irritação, apatia, doenças respiratórias,
suicídios e assassinatos.
O campo magnético do Sol cria um halo conhecido por heliosfera. Na Academia
de Ciência da Rússia, rumores ainda não divulgados oficialmente indicam
alterações na composição da atmosfera de vários planetas. Mudanças no
comprimento de ondas das irradiações solares e de seus harmônicos poderiam
alterar a ressonância magnética existente no Sol e nos demais planetas.
A heliosfera tem a forma de uma gota, com seu lado mais fino apontando
para o lado oposto ao movimento do Sol. Pesquisas indicam existir na parte
frontal desse halo um plasma com brilho aumentado, devido a uma nova excitação
energética. A heliosfera já aumentou seu tamanho em 1.000%. A provável
causa seria o sistema Solar estar adentrando numa área do espaço sideral
de constituição diferente, contendo um nível energético maior.*
Desde que o homem se desligou de vez do seu Criador, com o assassinato
de Seu Filho há dois mil anos atrás, o conhecimento humano não passa de
um tatear na absoluta escuridão.
A Terra está inteiramente associada ao que ocorre no Sol e no sistema
solar e não é preciso ser cientista para saber disso. A delimitação crítica
de Roche* é um indicador da fragilidade do equilíbrio de qualquer órbita
planetária. A órbita da Terra é mantida pela força centrífuga e centrípeta
do movimento orbital e depende diretamente da sua massa e da massa do
Sol. Qualquer perda inusitada e crescente da massa do Sol, se suficientemente
grande, abalará esse equilíbrio e permitirá ao nosso planeta afastar-se
de sua órbita atual. O Sol vem perdendo 5 milhões de toneladas de sua
massa a cada segundo durante os últimos 4.5 bilhões de anos. Quanto tempo
de equilíbrio ainda nos resta, é algo que ninguém está capacitado a informar
com precisão.
Outras partes do sistema solar, como o cinturão de Kepler e as nuvens
Oort estão a distâncias muito grandes do Sol, medidas pela unidade astronômica
AU**. Essas partes são pontos de origem de milhares de corpos siderais
descobertos recentemente. Via de regra, objetos que surgem desses setores
são classificados como asteróides ou cometas. Dezenas deles apresentam
tamanho similar a Plutão. O próprio Plutão, aliás, descoberto em 1930,
teria surgido do cinturão de Kuiper. Os objetos desse cinturão recebem
números, como o “2003 VB12”. Esse incrível objeto poderia ser classificado
como um cometa. Suas dimensões assemelham-se às de Plutão, e o seu periélio***
está no limite externo do sistema solar. Por isso, foi considerado como
o décimo planeta do sistema solar, ganhando o nome Sedna.
Não há explicação para sua órbita atual, a não ser pela influência gravitacional
de um outro enorme planeta, ou cometa, ou mesmo de um outro sol ainda
não descobertos. Existem pesquisas que denominam esse corpo de Planeta
X ou Nemesis, demonstrando ser possível um raro encontro solar com outra
estrela. O aparecimento de novos planetas, ou cometas de grande tamanho,
infiltrando-se no âmago do sistema solar já foi comprovado cientificamente.
O fato é que esse novo planeta-cometa está se deslocando em direção ao
sistema solar. Os cálculos indicam estar a uma distância aproximada de
90AU do Sol. Seu descobridor, Dr. Michael E. Brown, se dedica a explicar
tal objeto de cor avermelhada e sua inusitada órbita. Suas estimativas
são de que completará uma órbita completa em torno do Sol em 2075, chegando
a 76AU em seu periélio. Seu apélio*** ocorreu à uma distância de aproximadamente
500AU, há cerca de 10.500 anos.
Para termos uma noção das velocidades dos astros, basta considerar que
a Terra gira em torno Sol a 107.000 Km/h, ou seja, a 29,8 Km/s. O sistema
solar se desloca a uma velocidade media de 800.000 Km/h, ou 230 Km/s.
Se houver um pequeno erro nessa previsão, ao invés de o Sedna voltear
em torno do Sol poderá passar de permeio nas órbitas dos planetas mais
próximos. Uma modificação mínima em sua direção poderia colocá-lo muito
mais próximo da Terra e do Sol, num tempo bem menor que 70 anos. Isso
porque os cálculos foram obtidos com apenas 1% de dados estimados de sua
órbita mais recente. Todos lembramos do vexame de anos atrás quando da
visita do cometa Halley. Passou tão longe que os astrônomos ficaram convenientemente
em absoluto silêncio. A visita inesperada desse planeta, ou cometa, poderá
causar catástrofes, principalmente se as órbitas planetárias estiverem
se afrouxando dos equilíbrios orbitais.
Essas possibilidades corroboram antiqüíssimas profecias. Várias falam
que no fim dos tempos haveriam sinais no Sol e nos céus. A Bíblia, livro
de mais de dois mil anos e com a maior tiragem no mundo, nos apresenta
as seguintes passagens:
"Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas, e sobre a terra as nações
estarão em angústia, aterrorizadas pelo bramido do mar e pela sua agitação,
enquanto os homens desmaiarão de pavor com medo das desgraças que sobrevirão
ao mundo; pois as potências dos céus serão abaladas. (Lc21:25,26). NR
da TEB (Tradução Ecumênica da Bíblia) : "Mt e Mc abaixo distinguem menos
claramente este período final da tribulação que a precede."
"Logo depois da tribulação desses dias, o sol escurecerá, a lua não mais
brilhará, as estrelas cairão do céu e as potências celestes serão abaladas."
(Mt24:29)
"Mas naqueles dias, depois dessa desolação, o sol escurecerá, a lua não
mais brilhará, as estrelas por-se-ão a cair do céu e as potências no céu
serão abaladas." (Mc:13:24) NR da TEB (Tradução ecumênica da Bíblia) :
"Cf. Is13:10 e 34:4. Os poderes dos céus designam os astros e as forças
celestes. No judaísmo do tempo de Jesus, essas expressões fazem parte
de coleções tradicionais de textos que serviam para fazer pressentir o
caráter cósmico e decisivo da derradeira intervenção de Deus na história."
No Apocalipse consta: "Depois vi o Cordeiro abrir o sexto selo; e sobreveio
então um grande terremoto. O sol se escureceu como um tecido de crina,
a lua tornou-se toda vermelha como sangue" (Ap 6,12)
Um posicionamento sério, nem fantasioso nem cético, para aqueles que ainda
possuem a convicção íntima da Justiça Divina, não pode incluir o temido
"fim do mundo". Devemos aproveitar cada oportunidade que se
oferece, nos crescentes embates, para buscar uma explicação que contenha
a Verdade. A convicção nas leis perfeitas do Criador é o único caminho
de superação de qualquer dificuldade. Os valores reais vão prevalecer,
independentemente do que possa ocorrer no futuro e muito menos de quando
isso ou aquilo vá ou não ocorrer. São justamente esses reais valores que
estão ausentes na mente do homem moderno, e que devem ser buscados pelas
vivências e esforço próprio de cada um.
A Terra e o sistema solar não devem ser chamados de “nossa Terra”, “nosso
Sol”. Tudo pertence ao Criador dos universos. A velha escala de valores
já mostrou o que foi capaz de fazer, desorganizando e destruindo o meio
ambiente na Terra e causando sofrimentos sem fim. Agora, uma nova ordem
será imposta à força. O grande Lar, emprestado amorosamente para o nosso
desenvolvimento espiritual foi semi-destruído pela humanidade. O tempo
para outras tentativas presunçosas esgotou-se. Quando tudo sair rapidamente
de controle, seja no descalabro de instituições apoiadas no dinheiro e
nos poderes, ou quando direitos de qualquer ordem se desfizerem em pó,
restarão apenas os valores reais, que cada um pode levar consigo mesmo
após a morte terrena. Esta virá antes, durante ou depois de qualquer cataclismo
esperado. O tempo para acordar e tornar-se finalmente novo, isto é, para
se adequar incondicionalmente às Leis da Criação, chegou. Este acordar
virá para uma parte da humanidade somente. Estamos na soleira da porta,
e esta será em breve definitivamente fechada. Pouquíssimo tempo ainda
nos resta para a decisão.
Ninguém deve jactar-se de já estar “salvo”, pois aqueles que assim pensam
poderão da segunda morte padecer. Enquanto que outros, aparentemente já
condenados, no último momento poderão a ela sobreviver!
* Ver “Os Primeiros Seres Humanos” - capítulo A Era Glacial - e “O Livro
do Juízo Final” - capítulo O Sol Morre -, de Roselis Von Saas
** AU (Astronomical Unit) 150.000.000 Km.
*** Perihélio e aphéio são os pontos de qualquer órbita solar elíptica,
que mais se aproxima e que mais se afasta do Sol.
**** Em certos círculos científicos acredita-se existir na ionosfera suficientes
evidências de sinais que precedem grandes terremotos e que isso pode ser
usado como um alerta antecipado. Além das óbvias ondas acústicas geradas
antes e durante um terremoto, o processo que precede e prepara grandes
terremotos é a geração de - (EMEs) - Emissões Eletromagnéticas. Essas
EMEs foram detectadas na ionosfera até seis dias antes de ocorrências
de grandes terremotos, como no caso do ocorrido no Chile em 1960, de 8.3
graus Richter. mples surgimento da vaidade e da presunção entre nós seres
humanos.
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